Por que as crises demoram tanto? Capítulo 4

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Por aqui, no Brasil não tem poupança. Eu não sei onde guardei o livro do Thomas Piketty (Capital no Século XXI), queria puxar alguma luz da sua obra. Ele se choca com muita gente, Hernando de Soto, Celso Furtado, Yunus e centenas de economistas. Deixe pra lá.

Tem as reservas internacionais, que mais me parecem  jogos contábeis, entrada e saída. Um livro caixa. Mais parecem moedas virtuais. Só o mercado interno, não dá para sair da crise. O mercado externo é seletivo, regulado por outras forças que ditam os preços, bolsas de mercadorias do café, do cacau, do ferro, da cassiterita e outros.

Me parece que a concentração da renda  é imoral.  Será que tem alguém preocupado com isto? Será que há moral na economia e seus jogos de azar?  A não ser para discursos vagos. Comoventes. E não passa disto.  Ou deve ser apenas dor de cotovelo de pobre emergente, que não sabe de nada, e solta a língua para reclamar da vida e sempre colocar culpa nos ricos?

A desigualdade só se atenua com as guerras. Porque as guerras bombardeiam o capital, fere o coração, expropria e logo depois, vem novos tempos de reconstrução. Não acredito que os países emergentes sairão desta condição. São importantes para o mundo como são. O estado de ser emergente é um batismo maldito. Assim mesmo, devemos fazer o nosso dever de casa – reformar o estado carcomido, ajustar as contas, facilitar a vida de quem trabalha. Ir fazendo coisas. Ir fazendo mesmo que miúdas. Ir fazendo sempre, como se sobe a escadaria da Penha, em João Pessoa.

Eu me confesso um ignorante completo.  Um burro quadrado. E que somente, tenho um atino, que o sistema financeiro, com seus mágicos, fazem o show neste imenso Circo de Soleil (mundo),  que a gente adora os movimentos, a ilusão, a sincronia dos malabaristas e se encanta, aplaude e admira. Este assunto é enredo de muitos filmes.

Enquanto isto acontece,  a vida continua dura e a crise não tem prazo para acabar. Porque não sabemos por onde começar e nem como agir. É isto tudo que nos faz um perfeito idiota latino-americano. Como se diz: a ignorância é o oitavo sacramento.

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