Parques de Exposição

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Eu já fiquei em portaria de Festa de Peão de Boiadeiro em Ariquemes. Faz tempo, mas já fiquei. Ubirajara envelheceu sendo porteira, com muito orgulho. João Goiano também. E muita gente fez o mesmo. Um festão de sete dias. E a Festa do Peão ou Feira Agropecuária contagiou o Estado. Todo lugar tem o seu espaço. Só para uma festa de sete dias. Em alguns municípios são três dias. E o ano inteiro o parque parque. O modelo exauriu. E as feiras estão se acabando. São caros os eventos. E o povo vem sumindo da festa. Muitos municípios não fazem mais nada. No entanto, há terrenos cercados, pavimentados, belas construções de alvenaria, galpões, currais, locais para leilões, baias enormes.
As feiras continuam as mesmas. Não trouxe novidade e nem impacto positivo. Quase ano inteiro vazio, sem nada de evento. Imenso desperdício. Os páticos com água encanada. Bem iluminados. Poderia ser um local de extensão e treinamento de trabalhadores para o campo. Operadores de máquinas pesadas. Aulas de hipismo e doma racional. O hipismo terapêutico para pessoas portadoras de necessidades especiais. Atrair eventos e shows para o povo. Grandes palestras e treinamentos para pequenos e grandes fazendeiros. Ambiente de debate. Para este novo momento do Estado de Rondônia, que clama por inovação e produtividade na agricultura e na pecuária. Os Parques estão perecendo. Agonizando. Quem sabe passar estes ricos locais para a iniciativa privada. As parcerias com faculdades e escolas técnicas. A criar alguns programas econômicos de impacto em parceria com o SEBRAE. As novas alternativas econômicas, saírem dali, do debate, dos estudos, para que as regiões se transformem em municípios singulares, cada um de um jeito, diferente e economicamente prósperos. Do jeito que vai, infelizmente, os Parques não terão mais gente, como voluntário, para suas portarias, como Ubirajara, Joaquim Davi e João Goiano. Que se abram os braços para as novas gerações. Este é o novo caminho.

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