Painel (de tudo um pouco)

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Árvore: a grande riqueza da Amazônia. Na Amazônia a riqueza está na madeira (inclusive), seja por meio do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) ou em pé.  No manejo são abatidas, apenas, as árvores estabilizadas, com mais de cinquenta centímetros de diâmetro. Abre-se a floresta, entra o sol, ativa o enorme banco de sementes, crescem outras. Durante o crescimento sequestram carbono da natureza, contribuindo para a limpeza da atmosfera. Pode-se monetizar também a árvore em pé. Que deve ser, no futuro, enorme riqueza para todos (Coronel Vilson Salles)

 

Garon Maia – Mesmo com seus mais de noventa anos. Ainda trabalha em sua fazenda. Ali em Corumbiara – Rondônia. Compra bezerro. Confere a carga. Engorda e vende. Todo carregamento ele está ali, para ver o embarque. Um mineiro foi crescendo com a força da sua própria capacidade. Nascido em Passos – Minas Gerais. A fala, até hoje, não perdeu o sotaque, do bom mineiro. E gosto pelas coisas simples. Principalmente, a comida.

 

O sonho não é exclusivo de quem dorme/ O inconsciente não é o lado real/ Podem ser iguais os dois lados de cada um/ Quando menino, sempre me indaguei/ O mundo tem outro lado e as pessoas também. (trechinho de um poema meu, antigo pra caramba).

 

Custódio Aires Leal (Totó) e Luza (Luzitônia Costa Aires), viveram mais de 100 anos, encafifados no mesmo lugar, Dianópolis -TO. Protegidos pela calmaria, dos gerais e blindagem da Serra Geral. Criaram filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Formou uma comunidade de descendentes, que enchem o Brasil de bom exemplo. Nunca vi uma camarada, que gostasse mais de futebol do que ele. Cada passo dele, medido com fita métrica, cada palavra, só saia da boca, depois de muito bem pensada.

 

“Com tristeza meu peito agoniza/ querendo gritar e ver de novo a tua vida/ não me esqueço de nossas viagem e do apito/ em busca da cachoeira” (George Braga) trecho do poema Madeira-Mamoré, livro Retalhos.

 

O conhecimento – “Aligeiro as palavras do filósofo francês Alain: (Dizem-me que, para instruir, é necessário conhecer aqueles que se instruem. Talvez. Mas bem mais importante é, conhecer bem aquilo que se ensina) – 1986, p.55). E Gaston Bachelard, em 1934, “é preciso substituir o aborrecimento de viver pela alegria de pensar”. (texto extraído do livro do professor português Antônio Nóvoa.

George João Resky – imigrante libanês, ali no centro antigo de Porto Velho ainda tem as suas marcas, a sua residência e outras casas, adquiridas entre 1912 a 1917, Rua José de Alencar, ainda está lá, íntegra e fechada. Não se conhece o arquiteto, conserva a fachada original, duas entradas que dão acesso a pequenas varandas. A Panificadora Resky ficava na Avenida 7 de Setembro, não existe mais. O Cine Teatro Resky, exemplo de arquitetura moderna, década de 50, com 900 poltronas. Exibiu shows de reconhecido valor, com artistas famosos, além de filmes (Ava Gardner, Rita Haywort, Ingrid Bergman, Elizabeth Taylor. Até pouco tempo, o Resky se transformou numa Igreja Pentecostal. (trechichos pescados do livro de Yêda Borzacov – Porto Velho 100 anos de história 1907 a 2007).

 

“Fica pouco, muito pouco/ Mas fica/ Fica o calor, a ansiedade? E a renovação/ Fica um pouco de versos/ De poesia e animação/ Fica um pouco de arte/ Ficam lembranças/ As surpresas, a imagem/ O poema de amor”(João Correia poeta cearense-rondoniense- livro Teu Sinal).

 

Tá bem! Por hoje é só. Nesta vida, cada um vai escrevendo sua história. E o que se vê, a marcha de sempre: a gente vai, a gente vem, a gente vem e a gente vai. E o feito, não é seu, ele se incorpora ao patrimônio de todos.

 

 

 

 

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