O comércio internacional de vizinhança

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Estamos bem perto da Bolívia e dos demais países da América Latina. Dá para ir de carro ao Peru. Dá para ir de carro à Venezuela (a partir de Manaus). Mas, nós daqui de Rondônia, para irmos a Cusco no Peru, teremos que sair daqui para São Paulo e tomar um voo rumo ao país vizinho.

O Brasil tem uma vocação incrível para a dificuldade, pela burocracia pesada, e fica, com certeza, a Secretaria da Receita Federal e demais órgãos do Governo, achando que vender dificuldade comercial, segurar mercadorias de um lado, pôr freios curtos do outro lado, juntar um monte de leis, decretos, resoluções, portarias, instruções normativas – todo este besteirol, não adianta nada.

Porque o contrabando campeia leve e fagueiro de um lado para outro.

Até os búfalos da Fazenda Pau d’Óleo atravessam o Rio Guaporé e ganham o Beni boliviano.

Parece mais bonito para o nosso país fazer negócios com a China, com a Rússia, com o ultrafechado Estados Unidos da América. Mas, em nada, facilita as boas relações de vizinhança com os países da América do Sul. O que é uma pena.

O Brasil perde muito com a ilusão de ser um país difícil, desembaraços aduaneiros lentos e filas de caminhões e navios a sumir de vista. Afora, as greves corporativas e protegidas por leis nacionalistas, um horror.

Assim não dá! Pobre Brasil iludido. Onde nas desguarnecidas fronteiras prospera um verdadeiro “mercado comum” às avessas.

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