Dezembro

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Hoje, quando pisarmos no batente da porta, para sair, lá fora já é outro mês. Dezembro chegou. Pertinho de fechar o ano 2018. Mais um na fieira da vida, das coisas, dos bichos.

Mas, o universo, o cosmo, não marca o tempo. Ele continua igual, ou desigual. Fiquei sabendo que as estrelas morrem, as estrelas caem, e que o universo (cosmo) também cresce. E me parecia que não crescia, que não teria nenhum limite, seria tudo. Um tudo completo.

Nós, seres vivos, temos escrito um prazo de validade  dentro de cada célula. O prazo de morrer, um do outro, com pequena diferença, vai sumindo, saindo da fila, vai embora, compor a base de onde veio: universo, que pode ser céu, pode ser inferno, pode ser nada. 

E o mais importante, com o passar dos anos, tudo desaparece, até mesmo a memória dos nossos bisavós, tataravós, avós, que a gente esquece, some, perdidos como se não tivessem nunca vividos.

Eu gosto de filme de ficção, de livro, de histórias. Ou gosto de poesia. Porque a ficção e a poesia trabalham o lado dos sonhos, das coisas não vividas, no dia a dia, mergulhando num imaginário fantástico.

Porque a nossa vida está cheia de fantasias, de ações que acontecem no mundo do crime, no amor, das disputas, da inveja, tanta coisa, que passa dentro da nossa cabeça, que entra e sai, ou que fica dentro, que normalmente, não se diz pra ninguém. Porque por dentro de nós – temos muitos mistérios.

Mas, estamos em dezembro, que pensando bem, não tem nenhuma diferença do maio, agosto ou fevereiro. Porque o tempo é oco, uma cano esticado sem gomos, sem registros, que nós vamos escorrendo por dentro, como se fosse água da bica.

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