Alice: my love

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Encontrei com Dona Alice numa farmácia em Alto Paraíso. É pioneira deste Estado. Ajudou abrir o sítio da família. Sofreu, como todo colono sofreu. E está de pé, sempre alegre, carregando suas dores, mesmo assim, otimista. Veio me dar um abraço fraterno. E eu pensei comigo: – sempre me dei bem com as “alices”, até parece “Alices no País das Maravilhas“.

A minha esposa, que se chama Alice, diz que não me entende: – como pode um homem viver como eu vivo. Diz ela: no mundo da lua. Eu fico observando-a filosofar sobre a vida prática e o sonho. A ilusão e a realidade. O fazer e o pensar. E como sempre, concordo com ela. Eu é que sou o maluco beleza da família. Eu nasci assim.

E eu agora, com todo o tempo do mundo, posso desfrutar destes momentos agradáveis.  sentar num banco de praça e conversar com amigos. Assuntos soltos, novos e antigos. É  gosto de conversar, de abraçar, de indagar sobre a vida de cada um. Para mim, estes são momentos de absoluta felicidade, o da comunhão entre as pessoas. É o que mais sei fazer. Posso dizer – a minha especialidade.

 

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